terça-feira, 15 de maio de 2012

OK

As vezes, por qualquer acaso bobo no quotidiano da minha vida, eu lembro de você. Alguns 4ºs dias do mês, alguns desenhos animados na tv, algumas músicas antigas na rádio, alguns personagens aleatórios só por flash de lembrança. Se lembra de como a gente se beijava?
 "Vai demorar muito?"
Se lembra do Hard Rock Café, Resident Evil, fotografias com flash, cheiro de bambú, árvores úmidas e cão molhado, esconde-esconde no quintal, chocolate ao leite à negresco, frio nos pés, beijos macios, velas no teto, aguentar a água fria apenas pelo esporte, caídas na areia molhada, piscina escondida do vizinho, nossas vozes gravadas, fotos debaixo d'água, choros embaixo da mesa da cozinha, coração acelerado na meia noite no primeiro andar ao som de Star Wars. Há tanto mais... tudo aqui dentro, e naquela caixa de madeira que deixei escondida em algum teto da casa antiga. Está tudo guardado.

 Está tudo bem. Eu disse que pra sempre diria isto. E não minto. Está tudo bem.
 O que é pra ser, é pra ser.

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