sexta-feira, 11 de maio de 2012

Passado/Futuro


E aqui estou, em insónia, em 2012. Quando a gente para pra ver, o tempo já deu umas mil voltas no relógio. O tempo é tão inútil. Se há algo que eu odeie mais que o dinheiro, é o tempo. Tanta coisa... Tanta gente... Tantos Eu's. E de repente num piscar de olhos, mais um milhão de coisas vão ter acontecidos. Coisas fúteis, que passam. Coisas sérias, que agente lembra de doer as juntas da alma e do coração. Mais um piscar de olhos, e estarei com não-sei-quantos anos. Já não bastam 18? O que é suposto eu fazer com 18 anos? Tanta dor, tanta liberdade, tanta correria e preocupação de "ser alguém". O que é suposto eu fazer com estas decisões? Desde criança nos perguntam "O que você quer ser quando crescer?" Todos sabiam o que queriam, mesmo que mal soubessem. Eu não. Uma vez - segundo minha mãe - soltei um "Quero ser pai!". Eu sei que posso ser pai, mas devo ser pai aos 18 anos? E como hei de ser pai se a vida fodeu-me a cabeça? Talvez eu só quisesse um pai e não ser um. Não sei o que quero. Já é 2012, e nasci não sabendo. Não quero saber. Não sei se quero? Quero que aconteça, seja lá o que for. Mesmo se eu não quisesse, há de acontecer. É o maldito tempo, que passa, e já passou.

Um comentário:

  1. Os dois texto falam sobre o tempo. É interessante a sua visão. Ora o tempo é uma coisa boa, ora o tempo é uma coisa má. Por vezes passa muito rápido e te faz esquecer a dor... Só que ao mesmo tempo passa tão rápido que te impede de viver certos momentos e dá vontade de voltar atrás. Misto de prazer e agonia...

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