E aqui estou, em insónia, em 2012.
Quando a gente para pra ver, o tempo já deu umas mil voltas no relógio.
O tempo é tão inútil. Se há algo que eu odeie mais que o dinheiro, é o tempo.
Tanta coisa... Tanta gente... Tantos Eu's.
E de repente num piscar de olhos, mais um milhão de coisas vão ter acontecidos.
Coisas fúteis, que passam.
Coisas sérias, que agente lembra de doer as juntas da alma e do coração.
Mais um piscar de olhos, e estarei com não-sei-quantos anos. Já não bastam 18?
O que é suposto eu fazer com 18 anos?
Tanta dor, tanta liberdade, tanta correria e preocupação de "ser alguém".
O que é suposto eu fazer com estas decisões?
Desde criança nos perguntam "O que você quer ser quando crescer?"
Todos sabiam o que queriam, mesmo que mal soubessem.
Eu não.
Uma vez - segundo minha mãe - soltei um "Quero ser pai!".
Eu sei que posso ser pai, mas devo ser pai aos 18 anos?
E como hei de ser pai se a vida fodeu-me a cabeça?
Talvez eu só quisesse um pai e não ser um.
Não sei o que quero.
Já é 2012, e nasci não sabendo. Não quero saber. Não sei se quero?
Quero que aconteça, seja lá o que for.
Mesmo se eu não quisesse, há de acontecer. É o maldito tempo, que passa, e já passou.
Os dois texto falam sobre o tempo. É interessante a sua visão. Ora o tempo é uma coisa boa, ora o tempo é uma coisa má. Por vezes passa muito rápido e te faz esquecer a dor... Só que ao mesmo tempo passa tão rápido que te impede de viver certos momentos e dá vontade de voltar atrás. Misto de prazer e agonia...
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