Acordar, levantar, comer, se arrumar, contar: chave, telemóvel, carteira; e sair.
E lá vou eu, subindo as ruas e os montes de Lisboa, à caminho do castigo, ou melhor dizendo, escola.
"escola profissional: estabelecimento de ensino técnico que prepara para diversos ofícios."
A vida que constantemente muda lá dentro da escola, é bastante corrida.
Mas é pela instabilidade dos seus relacionamentos entre alunos e professores que cria a minha própria instabilidade escolar. Bom, isso, e o estúpido excesso de aulas que nos é dada. Há dias em que entramos as 8 da manhã, e apenas saímos as 18:35 da tarde. Se você acha que é pouco, só podes estar maluco.
Ninguém precisa desse tempo todo dentro de uma escola, ainda mais quando o que nos é ensinado, parte mais para a sabedoria cultural do que a sabedoria de vida. Não nos ensinam a lidar com situações determinadas, que podem acontecer a qualquer momento. Qualquer alegria, e qualquer tristeza.
Portanto, quase tudo o que aprendemos, só nos irá servir como referências memoriais à filmes, teatros, eventos.
Gostava que ensinassem como lidar com a saudade, com as dificuldades do dia a dia, com as situações que me foram impostas na vida. Mas acho que esse tipo de coisa, não se aprende lá dentro, aprendemos cá fora, sozinhos, sem professores. Apenas tu e o teu peito pro ar com bravura e uma espada na mão. (E lá vamos nós com as referencias... Pelo menos dá-me jeito para escrever).
Escrevo isto, pensando no quão chateado meus professores ficariam se algum dia, lessem o que escrevo, o que eu realmente penso.
Talvez eu já tenha crescido demais para pensar que a escola me faz bem.
Talvez eu seja tão imaturo que não consigo enxergar o bem que ela me faz.
Talvez ela já me tenha trabalhado o que precisava trabalhar.
De qualquer modo, a birra está feita.
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