Outra vez, que novidade, outra vez de madrugada
está ele aqui parado, de frente a digital estrada
Desta vez deitado, de costas para o falso vento
Com os olhos cansados e o cérebro meio lento
Todos as pessoas do teatro já se foram
As que sobraram são apenas meros figurantes
Os pequenos plins das faces azuis
São os únicos jeitos de conectar-se com os distantes
Todos eles estão lá, alguns bem escondidos
Outros - os que mais precisam -,
Estão verdes de esperança,
mas quem no mundo irá vos atender esses tais pedidos?
Tenho que outra vez aqui voltar,
e tratar dos assuntos que devo tratar
Mas sempre que volto no início da estrada,
uma coisa me puxa, me tira do lugar,
me joga em outra página, me consome devagar,
e faz-me clicar e desejar, sonhar, pirar,
viajar, imaginar, sentir, gozar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário